OFICINAS DE INSTRUMENTO MUSICAL
Greta Wardęga
Natural de Cracóvia, recolhe nas suas viagens um vasto repertório rítmico e cantado, desde a sua Polónia natal a várias regiões dos Balcãs, repertório esse maioritariamente baseado em compassos ímpares ou irregulares, característicos das regiões que percorreu. Nesta oficina o canto tradicional será o fio condutor para uma reconexão com a voz natural que será conduzida através de técnicas corporais para alcançar a harmonia de cantar com os outros. Uma viagem pelas canções polifónicas da região dos Balcãs e Europa de Leste que contarão muitas histórias, em simbiose com a natureza.

Maria Quê
Maria Quê, com sonoridade influenciada pelas várias vivências dos músicos envolvidos – desde a world music, ao jazz, à música eletrónica, dando particular foco a cânticos
tradicionais de embalar de diferentes áreas geográficas e culturas, cruzando a tradição com a contemporaneidade.
Foram criadas parcerias com vários países, que colaboraram na recolha dos temas e que serão uma constante influência, acrescentando uma dimensão internacional e multicultural ao projeto. Os temas tradicionais de embalar de ACALANTO, o novo álbum de Maria Quê, cuja criação foi apoiada pela DGArtes, foram recolhidos em oito países – Portugal, Itália, Eslovénia, Roménia, Hungria, Angola, Guiné e Brasil.
Sigam o som desta incrível oficina participativa de canções de embalar, explorando repertório português e internacional recolhido pelo projeto, com construção coletiva de alguns temas.

RAIA
Tó-Zé Bexiga
RAIA, é o projeto-síntese do músico alentejano e raiano António Bexiga [Tó-Zé Bexiga], que percorre as sonoridades da viola campaniça, nas suas fronteiras acústicas e elétricas, analógicas e digitais, tradicionais e experimentais. A solo ou em diálogo com outras formas de arte, visuais e de performance, RAIA já se apresentou em festivais e circuitos artísticos na Europa, África e América.
RAIA é música de raízes e antenas: um projeto autoral que transforma a viola campaniça em corpo sonoro vivo, território de memória e expetativa.
António Bexiga [RAIA] propõe uma viagem pela história, as técnicas e os repertórios da maior das violas de arame portuguesas, a viola campaniça.
Um concerto comentado que percorre as sonoridades da viola, nas suas fronteiras acústicas e elétricas, analógicas e digitais, tradicionais e experimentais, características da abordagem pessoal e contemporânea do músico alentejano e raiano. Um concerto-conversa, sem palco, íntimo, falador e tocador.

Denys Stetsenko
Denys Stetsenko, natural da Ucrânia, segue a aprendizagem de música clássica desde pequeno e a partir do ano 2003 inicia-se na música tradicional e improvisada, entrando no grupo Monte Lunai e Dancing Strings e participando em diversos festivais europeus de música e dança do mundo. Licenciado em Violino pela Escola Superior de Música de Lisboa. Frequentou o Curso de Mestrado em Música Antiga – Violino Barroco na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (ESMAE) do Porto.
É membro fundador do Quarteto Arabesco, Duo Stetsenko, Dancing Strings e Parapente700. No ensino da área da música clássica, lecionou violino e música de câmara na Academia de Música de Santa Cecília (Lisboa) durante 17 anos e foi professor associado de violino barroco na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (2011-14). Como formador de música tradicional instrumental, tem orientado os seguintes cursos: Baltoques (Tradballs, Lisboa) Conservatório de Córdoba (2011, 2014, Espanha), Crisol de Cuerda (2013, Burgos), Academia de Música de Santa Cecília (2016, Lisboa), Escola de Música de Nossa Srª do Cabo (2018, 2019, 2024, Linda-a-Velha) e outros tantos em Espanha e Itália; como também nos festivais Big Bang (CCB, Lisboa), Andanças, Tradidanças, Folkarria (Espanha), Festiv’Alzen (França), CaDansa (Holanda), Reno Folk (Itália) e Encordass Fiddle Fest (Galiza).Entre os anos 2015 e 2023, integrou a equipa de mentores do Ethno Portugal, residência artística internacional. É professor de danças tradicionais e de tuna na Academia Sénior de Arroios, Lisboa.
Nesta oficina vamos à prática da música com ferramentas de aprendizagem de ouvido de melodias tradicionais. Noções de pulsação, tempos/contratempos, groove/e balanço, e ainda ornamentação, variação e improvisação dentro da linguagem de música tradicional.
Vamos aprender a abordar o repertório de danças tradicionais, a tocar em grupo e em modo de ”jam session”.
O objetivo é comunicar, utilizando a linguagem musical.

Mário Estanislau e Tiago Sami Pereira
Mário Estanislau e Tiago Sami Pereira,
músicos do projeto musical Roncos do Diabo.
Apresentam uma proposta de desconstrução de alguns dos temas mais conhecidos, utilizando a voz, o corpo, objetos sonoros ou outros instrumentos musicais que se possam juntar.
Um momento de cruzamento de histórias, música, técnicas e a construção de uma celebração coletiva.

João Valente
Jamicionário
João Valente, tenta fazer jus ao nome através do multitasking : divide o seu tempo entre a arquitectura, a música e as artes plásticas, mantendo desde há muito uma grande esperança em cofrar melódicamente o cimento e tocar violino ao ritmo da betoneira de 400 litros. Em 2020, aproveitando um virulento hiato na vida artística, compendiou uma base de dados customizável da música de baile europeia arquitectada expressamente para o momento suado da jam entre músicos. Deu-lhe o nome de jamicionário, unindo finalmente os anos fragmentados de desenho conceptual com os anos de interpretação musical. Em 2026 começou a expandir o repertório do Jamicionário para fora da Europa, nos lugares onde a música de dança europeia se misturou com as sonoridades locais.
Depois de 3 anos consecutivos na orientação de oficinas de introdução à jam de música de dança, este ano a proposta é dar um grande passo em frente : abordar a jam de nível avançado para baile.

