Danças Africanas por Eva Azevedo

Danças Africanas por Eva Azevedo - (Música ao vivo por Nação Vira Lata e Paulo das Cavernas)

Eva Azevedo é Bailarina, Coreógrafa, Investigadora e Professora de Dança Africana – do Tradicional ao Contemporâneo. Iniciou o seu percurso profissional no Ballet Clássico, seguindo para formações em Dança Contemporânea, Contacto/Improvisação, Dança Aérea, Teatro, Butôh, Movimento Orgânico, Dança Africana e Afro-Contemporâneo. É professora de Dança Africana desde 2003, com formações em Dança Tradicional Africana e Dança Afro-Contemporânea, realizadas no Senegal, Guiné Conacry, Burkina Faso e Espanha. Destacando os nomes dos seus professores Cristina Rosa Vellardo, Patrick Acogny, George Momboye, Alesandra Vocab Seutin, Fanny Heuten, Nerea Rubio, Gerald Sanou, Sylvie Paulmier, Marc Nadmou, Siribi Konaté, Dafra Keita, Toni Tavares, Yonogo Alidou, Mah Camara, Emanuel Sedou, Noumoutie Reggae Ouattara, Abdoulaye Camara, Seny Bangoura, Coulibaly Cyprien, Karama Daouda e Mataly Beavoqui. Desenvolve, desde 2009, o Projecto Farisogo Sira, destacando trabalhos de pesquisa, formação e criação artística realizados em Burkina Faso, Benim e Brasil, apoiados pela GDA e Fundação Calouste Gulbenkian e, em Portugal, Espanha e Itália com Ginasiano, Companhia Instável, Teatro Campo Alegre, Dance 4U (apoio da UNESCO), Festival In-Out Dance, Associação Boloarts, CFC-Contagiarte, Bumtaka Percusión, Compagnie Fongnon Koura, Companhia La Cie Tamadia, Instituto Francês de Bobo Dioulasso (CCF), companhia "Cia Pé no MunDo” de S.Paulo, Centre de Développement Artistique et Culturel Elijah, Cie Isabelle Cheveau Vincent Harisdo e L´Atelier 14 - Pratique et Recherche Choreographique. É fundadora, bailarina e coreógrafa do grupo Semente e do Projecto/Escola Sementinha. A sua formação apoia-se também em Pilates (ALM Pilates Institute) a qual é professora desta modalidade na ESMAE – Escola Superior de Música, Artes e Espetáculos, e em várias escolas de Dança. Trabalha desde 2002 como monitora de dança para crianças em vários projectos educativos, artísticos e sociais, destacando o Projecto Mus-e apoiado pelo Ministério da Educação e Fundação Calouste Gulbenkian. Organiza eventos e formações sobre a cultura africana, destacando o evento “Viagem de 24h a África!”.
“Este trabalho intitulo como "uma visão e 'tradução' contemporânea da Dança Africana". Ou seja, considerações e movimentações que têm base em estudos, encontros e formações sobre danças de países da costa oeste africana, como Burkina Faso, Guiné Konacry, Senegal, realizadas sob uma ótica e um lugar social específicos. Com a minha experiência como formadora desde 2003, percebi que para além de dar a conhecer 'tradições' de África, é mais importante, no contexto europeu no qual me encontro, ensinar e precisar a técnica dos movimentos que caracterizam a Dança Africana, que carrega em si a cultura, a religiosidade e os costumes dos povos de África que devem ser valorizados mundialmente. O objetivo destes encontros é, entre outros, despertar nos participantes sensações que as danças africanas e suas específicas e precisas movimentações são capazes de causar nos corpos e mentes a partir de estímulos dos sons produzidos por instrumentos percussivos e melódicos, comandados pelo pesquisador e artista português Paulo das Cavernas. A tradução que trago hoje da dança africana é ter a representação mais natural possível dos movimentos, pois eles carregam em si a cultura, a religiosidade e os costumes do povo africano. Subentende, a nível pessoal e profissional, a riqueza que esta cultura transmite, na sua aceitação e inclusão.”